Estava arrumando minha estante, e achei bom mostrar aqui alguns livros sobre o meu povo, para você que possa ter lido Crepúsculo e assistido aos filmes e não conhece bem como vampiros realmente deveriam ser. Ou para você que possa ter gostado de Crepúsculo, conhecer leituras mais legais sobre o tema.
Sonho Febril, de George R.R Martin.
A estória se passa no século XIX, abordando a era dos barcos a vapor. Aqui conhecemos o capitão Abner Marsh, um experiente homem do rio, dono de uma companhia de barcos, que acabou perdendo a maioria deles em um inverno rigoroso. Algum tempo após isso, ele recebe uma proposta de sociedade de Joshua Anton York, um homem de posses e misterioso, tendo hábitos estranhos. Abner até estranha o homem se interessar pela sua companhia arruinada, mas cede mediante a proposta de receber fundos para construir o barco dos seus sonhos, servindo aos propósitos de ambos.
É um dos livros mais legais que já li, traz o arquétipo clássico de vampiro que todos gostamos: um aristocrata, homem de negócios, com boa conversa e carismático. George explicou o vampiro de maneira mais natural, sem usar do sobrenatural e o resultado foi um ser que poderia muito bem existir. Digo, existir para vocês, humanos descrentes e materialistas.
Enfim, se você gosta do tema, este livro deve constar na sua estante. Leia e garanto que irá gostar.
Sétimo, do André Vianco.
Continuação de Os Sete. O Sétimo vampiro desperta no Brasil após 500 anos e decide se habituar aos costumes modernos, se misturar bem e montar um exército de vampiros para tomar o país em em seguida o que vier. Chega a se declarar o ser mais poderoso da Terra, e para combatê-lo, virão os caçadores humanos e outros vampiros.
Por mais que soe estranho um vampiro no Brasil, até que funciona bem, podem acreditar. E ah, a porrada come. Os vampiros aqui são mostrados como seres bastante poderosos efortes, causando danos terríveis às pessoas com as mãos vazias.
E no início, é engraçado ver Sétimo curioso com todas as novidades ao redor. Ele vê um ônibus e pensa que o condutor abria a porta com magia.
Entrevista com o Vampiro, de Anne Rice.
Um jovem repórter entrevista Louis de Pointe du Lac, um vampiro que decide contar sua história, talvez para ensinar o quanto valem as pequenas coisas da vida, e a própria vida, a mortalidade.
Aqui temos novamente o arquétipo do vampiro aristocrata e carismático, principalmente da parte de Lestat, um vampiro muito cínico e até divertido eu diria. Muitas das coisas que ele diz quando Louis questiona a natureza dos vampiros chegam a ser cômicas só pelo tom áspero das respostas, acabando com as esperanças de Louis. Lestat é como aquele seu amigo que costuma dar respostas irônicas quando você faz uma pergunta besta.
Vampiros questionando sua existência da mesma maneira que as pessoas questionam as suas. Na época em que foi lançado, acredito que não havia estórias de vampiros em que esse lado era mostrado, e esse é o ponto deste livro.
Os mais recomendados entre os fãs são os três primeiros. Existem outros, mas não os li, e alguns dizem que esses outros tiveram um foco relativamente grande em erotismo, e eu particularmente não curto isso, acho meio desnecessário. Uma coisa é dizer ou deixar subentendido que dois personagens se relacionaram, outra é descrever o diacho da cena. Não sei se foi isso que aconteceu, mas é o que penso sobre cenas assim.
E não deixe de conferir a graphic novel do livro, contada sob o ponto de vista da Claudia.
A arte é espetacular! Uma mistura de mangá com barroco e o tom de sépia com o qual todas as páginas foram feitas dão todo o climão de século XIX. A única coisa colorida é o sangue. E tudo é ricamente detalhado.
Herdeiros de Drácula, por Richard Dalby
Este é um compilado de contos raros sobre vampiros. Aqui você encontrará coisas da velha guarda mesmo. Árvore vampira, vampiros que realmente têm aparência de mortos vivos, contos com seres vampíricos bizarros em alguns deles, diferentes do que você está acostumado a ver. O vampiro aristocrata mal aparece aqui. Há até um conto feito por Sir Arthur Conan Doyle.
Por fim, mas não menos importante... Drácula! de Bram Stoker.
Este é o livro que popularizou bastante (não começou, pois o mérito disso vai para The Vampyre, de John Polidori) o arquétipo do vampiro que conhecemos e consolidado por seus intérpretes no cinema, como Bela Lugosi. Quantas vezes você já viu um vampiro de terno usando uma capa e etc? Pois é, Bela Lugosi. Drácula é a base de praticamente tudo sobre vampiros que veio depois.
Resumidamente, Jonathan Harker vai até o castelo do Drácula tratar sobre propriedades que o mesmo pretendia adquirir. Inicialmente um anfitrião gentil, logo ele prende Jonathan para aprender com ele o necessário para estar na Inglaterra e, ao chegar lá, aterroriza pessoas próximas à Jonathan até o professor Van Helsing começar a investigar.
Tudo é relatado através de cartas e diários, então pode ficar cansativo, mas é bom.
Enfim, é isso. Até logo, mortais.















